domingo, novembro 19, 2017
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Alerta periferia: nova depressão do preço internacional do petróleo pode provocar nova crise das commodities

Tendência de depressão de preços (e de lucros) no mercado? Se isso for verdade não será só no mercado de petróleo. Nova depressão dos preços dessa commoditie causará efeitos imediatos sobre os mercados e preços de todos das demais commodities: soja, milho, algodão, cobre, minério de ferro, alumínio, etc.
Acontece que, pela boa teoria dos preços internacionais (base Marx e Engels), neste início de século 21 a produção e a oferta de petróleo e demais produtos da matriz energética mundial estabelecem o preço de produção regulador do mercado mundial de commodities agrícolas e minerais.
Em resumo: a evolução dos preços do petróleo determina a evolução dos preços de todas as demais commodities agrícolas e minerais comercializadas no comércio internacional. E, consequentemente, da taxa geral de lucro embutida
A evolução dos preços internacionais do petróleo é muito mais importante para o futuro das exportações de mineradoras e agronegócio da periferia do que a popular demanda da China por essas commodities.
Mais importante que os determinantes da circulação e realização, o que acontece ou não acontece com os preços de mercado do petróleo atinge diretamente o desempenho do setor primário exportador de economias dominadas como Brasil, Argentina, Venezuela, México, Turquia, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Rússia, etc.
Mas voltemos a turbulenta conjuntura diária do mercado. A queda dos preços de mercado do petróleo continuou mesmo com a divulgação de um relatório da Energy Information Administration informando que os estoques norte-americanos do combustível tinham caído.
O problema é que o mercado não está mais preocupado apenas com as erráticas variações dos estoques armazenados nos EUA e Europa, mas com a ininterrupta elevação da soma da produção de combustíveis fósseis nos EUA. Que já ultrapassou a Arábia Saudita na produção mundial.
Surge então outra particularidade muito importante na atual variação de preços internacionais do petróleo e outros combustíveis fósseis: a atual variação dos preços dessas. Em resumo: a evolução dos preços do petróleo determina a evolução dos preços de todas as demais commodities agrícolas e minerais comercializadas no comércio internacional. E, consequentemente, da taxa geral de lucro embutida
A evolução dos preços internacionais do petróleo é muito mais importante para o futuro das exportações de mineradoras e agronegócio da periferia do que a popular demanda da China por essas commodities.
Mais importante que os determinantes da circulação e realização, o que acontece ou não acontece com os preços de mercado do petróleo atinge diretamente o desempenho do setor primário exportador de economias dominadas como Brasil, Argentina, Venezuela, México, Turquia, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Rússia, etc.
Mas voltemos a turbulenta conjuntura diária do mercado. A queda dos preços de mercado do petróleo continuou mesmo com a divulgação de um relatório da Energy Information Administration informando que os estoques norte-americanos do combustível tinham caído.
O problema é que o mercado não está mais preocupado apenas com as erráticas variações dos estoques armazenados nos EUA e Europa, mas com a ininterrupta elevação da soma da produção de combustíveis fósseis nos EUA. Que já ultrapassou a Arábia Saudita na produção mundial.
Surge então outra particularidade muito importante na atual variação de preços internacionais do petróleo e outros combustíveis fósseis: a atual variação dos preços dessas estratégicas commodities não se deve apenas a fatores próprios da circulação simples – variação de estoques, acordos de mercado, fatores geopolíticos, etc.
Esses fatores exógenos da circulação e de realização das mercadorias afetam unicamente seus preços de mercado. Acontece que a atual variação de preços do petróleo deve-se, mais do que nunca, a modificações estruturais da matriz produtiva mundial do setor de energia. E isso já pode estar afetando seu preço de produção regulador do mercado mundial.
A análise da evolução dos preços fica mais sofisticada. Em Wall Street, grande parte dos homens do mercado começa a considerar em seus cálculos que o brutal progresso técnico ocorrido na produção norte-americana de petróleo, carvão, xisto e gás natural pode ter rebaixado endogenamente o patamar de preço de produção (e de taxa de lucro) do petróleo.
Começa a ser seriamente considerado que a variação dos preços de mercado do petróleo que se observa nas últimas semanas deve-se a esse processo de transformação endógena na produção da mercadoria. Então, se encontraria em curso um “novo normal” de preços na indústria do petróleo. Muito abaixo dos padrões estabelecidos de produção e de concorrência. Sem retorno, portanto.
Esse deslocamento estrutural dos preços de produção e das taxas de lucro fica mais claro observando a evolução nem um pouco errática dos preços de mercado no decorrer do atual ciclo econômico. Vejamos a curva de longo prazo dos preços de mercado do barril do West Texas (WTI)


Fonte: The Wall Street Journal

O preço de mercado do WTI Crude alcançou seu ponto mais elevado (US$ 88,88) no presente período de expansão global em 06 de Janeiro de 2014. Até o terceiro trimestre daquele ano manteve-se acima de US$ 80 por barril. Foi a “era de ouro” para os países dominados da periferia exportadora de matérias primas e gêneros agrícolas. Os BRICS (Brasil, Rússia, Índia… [Para acessar texto completo, favor colaborar para manutenção e continuidade do trabalho de nossa equipe. Obrigado pelo apoio.]

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