sábado, dezembro 16, 2017
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Wall Street Urgente: Donald Trump Ultrapassa Hillary Clinton nas Pesquisas e Mercados Tremem de Medo

O que parecia inviável, agora se torna perigosamente possível. Trump pode ser o novo presidente da maior potência econômica e militar do planeta. Uma semana antes da votação presidencial nos EUA, pesquisa ABCNews e Washington Post mostra o assustador republicano Donald Trump com 46% das intenções de voto, à frente da confiável (para os mercados) Hillary Clinton, que tem 45%. É a primeira vez que Trump aparece à frente de Clinton nesta pesquisa. As ações caem, o ouro sobe e as incertezas tomam conta dos mercados em todo mundo.

Às 14 horas de Nova York desta terça-feira (1 Novembro) o índice de ações S&P-500 caia 1.12%, o ponto mais baixo do dia, com tendência a cair ainda mais. As ações nas bolsas europeias já tinham fechado também em forte baixa. Também nos chamados “emergentes”. No Brasil, onde o otimismo dos capitalistas anda em alta com seu novo governo, nas últimas semanas, a bolsa caia robustos 2,65% e o dólar subia 1,66%, cotado a R$3,2420. O peso mexicano e demais moedas latino-americanas também despencam.

Nos mercados de moedas conversíveis das economias dominantes o dólar fica mais fraco frente às principais moedas e o ouro sobe fortemente 1,3% no dia, onça troy a US$1290. Subiam também os rendimentos (yelds) dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA, o porto financeiro mais seguro do mundo. Quando esses yelds sobem é porque os preços dos títulos do governo estão caindo, quer dizer, o mercado está procurando se desfazer desses papéis. As incertezas com a economia norte-americana enfraquecem a sua moeda e aumentam a desconfiança em sua política econômica. E o ouro, o último dos refúgios dos capitalistas nas crises catastróficas, volta a se valorizar.

Para os observadores mais superficiais os ativos financeiros estão caindo e o preço do ouro está subindo e porque “os investidores não confiam em Trump devido à sua postura “anti-mercado”. Mas essa é uma exagerada simplificação do estrondeante candidato. E uma grande mentira, pois ele é um muito bem sucedido capitalista que não tem nada de “anti-mercado”. Ao contrário, se apresenta como o grande salvador do mercado e da propriedade privada capitalista em geral. Leia mais sobre este assunto no mais recente boletim da Crítica Semanal (“Quem Tem Medo de Donald Trump?”).

Mas tem gente que não se ilude com clichês. Como o economista James Steel, analista chefe de metais preciosos do HSBC, para quem “será bom para o preço do ouro qualquer um que vença as eleições norte-americanas da próxima semana, seja o republicano Trump, seja a democrata Clinton, embora uma presidência Trump reforçaria ainda mais o ouro”. E explica melhor, em sua nota aos clientes do banco: “A eleição dos EUA pode ser particularmente importante para o encaminhamento do rumo da política econômica e política externa dos EUA e, portanto, para o preço do ouro, considerando a severidade das atuais ameaças enfrentadas pela economia” (The Wall Street Journal “Gold Jumps to Four-Week High on Market Uncertainty”, 01/11/2016).

O medo dos capitalistas e demais classes proprietárias em todo o mundo não é (embora imaginem que seja) com a pessoa ou com a ideologia do exagerado construtor de torres em todo o mundo, mas com o pesadelo ele antecipa ao seu distinto público. O verdadeiro problema, portanto, é que seu discurso e sua plataforma de governo antecipam as futuras (e inevitáveis) reações econômicas e geopolíticas dos dirigentes norte-americanos frente a uma catástrofe econômica e social que se aproxima do seu país.

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